Guilherme, diagnosticado com Guillain-Barré, volta a mover os pés após equoterapia em Maracaju
Família relata que criança ficou dois meses internada em Campo Grande, foi considerada tetraplégica e começou a apresentar melhora com fisioterapia, terapia ocupacional e equoterapia
A família do menino Guilherme, morador de Maracaju, relata uma trajetória de internação, reabilitação e pequenas conquistas após o diagnóstico da síndrome de Guillain-Barré. Segundo o relato, os primeiros sinais do quadro surgiram cerca de 40 dias após ele receber uma vacina. A família associa o diagnóstico à vacinação, mas a reportagem não teve acesso a laudo médico que confirme relação de causa e efeito — esse tipo de avaliação depende de investigação clínica e notificação às autoridades sanitárias.
De acordo com o relato, Guilherme foi encaminhado a Campo Grande, onde passou por atendimento no Hospital Universitário e ficou cerca de dois meses internado. A família descreve o caso como “muito raro” e “elevado”. Em geral, explica o relato, a síndrome pode ter uma recuperação considerada rápida em cerca de dez dias, com o paciente voltando a andar. Com Guilherme, porém, esse retorno não ocorreu no mesmo intervalo.
Após a alta e a volta para Maracaju, ele deu início a um conjunto de tratamentos de reabilitação. A família cita fisioterapia, terapia ocupacional e equoterapia. Foi justamente a equoterapia, segundo o relato, que começou a trazer uma melhora mais perceptível. Ele voltou a mexer os dedos dos pés, que antes estavam sem movimento. Durante o período mais grave, Guilherme foi considerado uma criança tetraplégica.
“Foi um caso muito raro. Ele não conseguiu retornar naqueles dez dias. Depois de dois meses, voltamos para Maracaju e ele começou fisioterapia, terapia ocupacional e equoterapia. A equoterapia foi o que começou a melhorar ainda mais. Ele já começou a mexer os dedos dos pés”, relata a família.
A história é acompanhada como um caso de reabilitação lenta e gradual. A família segue otimista com os avanços, ainda que pequenos aos olhos de quem espera uma recuperação rápida. O movimento dos dedos dos pés é tratado como uma conquista importante no processo.
Entenda a síndrome de Guillain-Barré
A síndrome de Guillain-Barré é uma doença neurológica rara em que o próprio sistema imunológico ataca nervos periféricos, causando fraqueza muscular e, em casos mais graves, paralisia. Ela pode surgir após infecções e, mais raramente, após vacinas. A recuperação varia de pessoa para pessoa: alguns pacientes têm melhora rápida, enquanto outros precisam de meses de reabilitação.
Especialistas destacam que associar um caso a uma vacina exige investigação médica e notificação sanitária. A reportagem foi construída a partir do relato da família, sem acesso a prontuário ou laudo que confirme a causa do quadro.








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