El Niño intensifica risco de incêndios no Pantanal; MS reforça combate com tecnologia e bases avançadas
- Demis Toledo

- há 18 minutos
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O fenômeno climático El Niño deve elevar significativamente o risco de incêndios florestais em Mato Grosso do Sul neste ano, especialmente no Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica. A conclusão é do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Centre), que alerta para temperaturas acima da média e irregularidade nas chuvas, cenário que se agravará a partir do segundo semestre.
De acordo com a meteorologista Valesca Fernandes, do Centre, o período entre fevereiro e abril apresenta neutralidade climática, mas a expectativa é que o El Niño retorne com força no inverno, potencializando ondas de calor, baixa umidade e ventos favoráveis à propagação do fogo. “Todo esse cenário pode intensificar a ocorrência de incêndios florestais”, afirmou.
Diante da ameaça, o Governo do Estado já está com a estrutura de resposta preparada, incluindo bases avançadas no Pantanal, aeronaves, drones, análises de georreferenciamento e quase mil brigadistas capacitados apenas no último ano. A estratégia busca garantir ação rápida e eficaz, principalmente em áreas de difícil acesso.
Na Operação Pantanal 2025, o Estado registrou redução histórica na área queimada: pouco mais de 202,6 mil hectares, contra mais de 2,3 milhões em 2024. O subdiretor de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros, major Eduardo Teixeira, destacou a importância do trabalho preventivo. “Em muitos casos, conseguimos combater os focos antes mesmo de serem detectados por satélite”, explicou.
A atuação integrada envolve órgãos como Semadesc, Imnet, ANA e Cemaden, além do monitoramento constante em 48 municípios. Para 2026, o Estado mantém o alerta e reforça a infraestrutura operacional, com 60 viaturas e mais de 1.200 militares mobilizados.
Apesar do cenário desafiador, as autoridades reforçam que a experiência acumulada nos últimos anos, somada à tecnologia e à preparação antecipada, são diferenciais para minimizar os impactos do fogo nos biomas sul-mato-grossenses.
Com informações do Centre, Semadesc e Corpo de Bombeiros Militar de MS.








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