Colheita da soja em Maracaju (MS) apresenta produtividade irregular, variando de 30 a 80 sacas por hectare
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Trabalhos de colheita da safra 2025/26 avançam em ritmo acelerado, mas cenário climático adverso impõe desafios e acende alerta para a safrinha de milho
A colheita da soja em Maracaju, no Mato Grosso do Sul, segue em ritmo acelerado, mas os resultados obtidos até o momento revelam uma safra marcada pela irregularidade climática. Em entrevista ao **Notícias Agrícolas**, o presidente da Copsema, Juliano Schimaidecke, trouxe um panorama detalhado dos trabalhos em campo e das perspectivas para a segunda safra de milho.
De acordo com Juliano, a produtividade das lavouras num raio de 50 quilômetros do município varia drasticamente, oscilando entre 30 e 80 sacas por hectare. A principal causa apontada é a distribuição irregular das chuvas ao longo do ciclo da cultura.
“O que a gente vê é que as chuvas foram muito manchadas. Tem lavouras de 30 sacos por hectare e outras chegando a 80. Está muito espalhado. É uma safra com emoção, com presença de grãos verdes e ardidos”, afirmou Schimaidecke.
Apesar das adversidades, os trabalhos de colheita seguem em bom ritmo, favorecidos pela redução das chuvas. Ao mesmo tempo, os produtores já iniciaram o plantio do milho segunda safra, buscando aproveitar a janela ideal.
“O plantio do milho está avançando com força. As chuvas leves, entre 5 e 15 mm, têm ajudado na germinação, mas ainda precisamos de uma chuva mais significativa para formar reserva hídrica e garantir o desenvolvimento da cultura”, explicou.
Média de produtividade e comercialização
Diante da variabilidade observada, a expectativa é de que a safra na região fique em torno de 50 sacas por hectare, considerado um resultado médio para fraco pelos padrões locais.
“Não será uma safra boa. Conversando com produtores, a percepção é de que alguns vão chegar a 60 sacas, mas outros ficarão abaixo de 40. É uma safra muito desigual”, disse Juliano.
No campo da comercialização, o cenário também é desafiador. Com o dólar estável e as perspectivas de aumento da produtividade nos Estados Unidos, o mercado futuro não anima os produtores. No entanto, a necessidade de fluxo de caixa tem pressionado as vendas.
“O cenário de preços está ruim, mas o fluxo de caixa não deixa a gente segurar. Não vejo perspectiva positiva no curto prazo”, completou.
Resiliência no campo
Apesar das dificuldades, Juliano destacou a força do produtor rural diante das adversidades climáticas e de mercado. “O agricultor é forjado na resiliência. Vai passar e vamos melhorar”, finalizou.








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