• Redação

Percevejos podem causar prejuízos na safra de soja


A Fundação MS alerta para a população crescente do inseto

Após a semeadura, e com a soja entrando no processo de formação de vagem e iniciando floração, os cuidados em relação a presença de pragas nas lavouras devem ser redobrados. Em Mato Grosso do Sul, a principal preocupação dos produtores tem sido com o percevejo-marrom, cuja população está substancialmente mais alta do que na safra anterior. Na cidade de Maracaju, por exemplo, a Fundação MS observa um índice três vezes mais alto se comparado ao mesmo período do ano passado.

Segundo o pesquisador de fitossanidade da Fundação MS, José Fernando Grigolli, a praga em questão é considerada uma das principais da cultura da soja no Brasil, isso por conta da dificuldade de controlá-la, já que possui elevado potencial reprodutivo e ciclo de vida muito longo, podendo causar danos em diversas culturas, como soja e milho. Essas características possibilitam os percevejos a passarem pela entressafra e iniciar os danos nas lavouras de soja de forma muito rápida na safra subsequente.


Grigolli explica que, a respeito da presença do percevejo-marrom, atualmente, o cenário em Mato Grosso do Sul não é muito positivo e que os agricultores devem ficar em alerta, já que esta praga tem comportamento de ficar debaixo da planta, onde o controle químico é mais difícil. "Há dificuldade de controle relativamente alta com os inseticidas e não há uma ferramenta biológica estruturada que consiga controlar de forma comprovada e de alta eficácia o percevejo", pontua.

O pesquisador esclarece que no período reprodutivo, geralmente no florescimento pleno em diante, quando a praga inicia os danos econômicos nas plantas de soja, a população da praga encontra-se distribuída pelas lavouras. Neste momento, o controle deve ser realizado para evitar perdas de quantidade e qualidade dos grãos produzidos.

Entre os danos causados pelo percevejo-marrom estão o abortamento de vagens das plantas, redução do tamanho e escurecimento dos grãos, redução do rendimento e da qualidade dos grãos colhidos, além da chamada "soja louca", podendo resultar em prejuízos financeiros ao produtor rural.

Por isso, a recomendação é monitorar constantemente as lavouras. "Quando for necessário, façam as aplicações de inseticidas, sigam o nível de controle, de 0,5 a 1 percevejo por metro, para entrar com a aplicação, evitando a alta população dessa praga", orienta. Contudo, para o controle adequado, além do momento de aplicação, é preciso utilizar o produto químico adequado, o que é obtido somente quando se tem o monitoramento correto da área.

Confira o vídeo sobre o tema:


Inovação para o Matopiba

O desenvolvimento de variedades de soja mais resistentes pode ajudar a aumentar a produção em novas áreas, como no Matopiba. a região foi responsável por apenas 12% das 118 milhões de toneladas do grão produzidos na última safra.

“Isso deixaria a produtividade mais sustentável também. Reduzindo a aplicação desses inseticidas, logicamente se diminui o custo de produção e aumenta a sustentabilidade, evitando de colocar outros produtos de controle de insetos no ambiente”, diz o pesquisador Leonardo José Motta Campos.

Mas, o pesquisador diz que este não é o principal problema a ser superado na região. Técnicas como o plantio direto e a integração da lavoura com pecuária, precisam ser mais utilizadas, para garantir que o solo seja resistente ao calor.

“Nessa região temos muitos problemas com a questão climática, principalmente na distribuição de chuvas e temperaturas. Tudo que você puder fazer para aumentar o crescimento das raízes das plantas, isso vai ser muito importante para você aumentar a conservação de água no solo e para diminuir da superfície desse solo também”, diz Campos.



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