Maracaju adere ao sistema digital de registro de hóspedes e entra na nova era do turismo em MS
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O turismo em Mato Grosso do Sul acaba de dar um salto digital. Desde o último dia 20 de abril, a Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) passou a ser obrigatoriamente eletrônica em todo o Brasil, e Maracaju – conhecida principalmente pela força do agronegócio – já figura entre os municípios que aderiram ao sistema. De acordo com dados do Ministério do Turismo, a cidade registra 14 meios de hospedagem integrados à nova plataforma, número que a coloca no mesmo patamar de polos regionais como Dourados e Aquidauana.
Como funciona o novo sistema
A ferramenta, desenvolvida em parceria com o Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), elimina de vez o preenchimento manual de fichas no momento do check-in. A partir de agora, os hotéis, pousadas e outros estabelecimentos de hospedagem devem utilizar um ambiente digital no qual o hóspede pode pré-cadastrar seus dados por meio de um link ou QR Code enviado antes da chegada. A validação final é feita de forma rápida, com uso da conta Gov.br (para brasileiros, via CPF; para estrangeiros, com passaporte).
Para os empresários locais, a migração exige dois passos obrigatórios: estar com o cadastro ativo no Cadastur (Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos) e possuir uma conta Gov.br para acesso ao sistema.
Maracaju no contexto estadual
Em Mato Grosso do Sul, mais de 500 estabelecimentos de hospedagem e alimentação já ingressaram na plataforma digital. Bonito lidera o ranking entre os meios de hospedagem, com 68 cadastros, seguido por Campo Grande (38) e Corumbá (31). Maracaju aparece empatado com 14 estabelecimentos, à frente de cidades como Ponta Porã (9) e Naviraí (8).
O setor de alimentação – que também pode aderir ao sistema para emissão de documentos fiscais e registros de fluxo de clientes – ainda não registra números expressivos em Maracaju, mas a expectativa da prefeitura é de que bares e restaurantes locais também ingressem nos próximos meses.
Benefícios e desafios
A digitalização promete agilidade e segurança. “O hóspede não precisa mais preencher formulários na recepção. Tudo é feito antes, por celular ou computador. Na chegada, basta um clique ou leitura de QR Code”, explica o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente de Maracaju, em nota divulgada à imprensa. Além disso, o sistema segue as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), com armazenamento criptografado e acesso restrito.
Por outro lado, a adaptação ainda impõe desafios. Dados do próprio ministério indicavam que, até o início da obrigatoriedade, 83% dos meios de hospedagem de MS não haviam migrado. Em Maracaju, a orientação da prefeitura é que os empresários que ainda não estão regularizados busquem apoio no Sebrae ou na Secretaria Municipal para realizar o cadastro no Cadastur e acessar o sistema.
O que muda para o visitante
Para quem chega a Maracaju – seja a negócios, para eventos como a Festa da Linguiça ou para conhecer a Serra de Maracaju e a Comunidade Quilombola – o processo se torna mais simples. Na reserva, o hóspede receberá um link. Basta preencher os dados uma única vez. Em hotéis que já utilizam o sistema, o check-in não leva mais que um minuto.
Próximos passos
Com a Rota Bioceânica e a Nova Ferroeste no horizonte, Maracaju projeta um aumento no fluxo de turistas e viajantes nos próximos anos. A adesão ao sistema digital de registro de hóspedes é vista pela administração municipal como um passo estratégico para profissionalizar o setor, atrair investimentos e consolidar a cidade como um destino não apenas de negócios, mas também de lazer e experiências.
Empresários locais que ainda não fizeram o cadastro podem acessar o site oficial do Cadastur (cadastur.turismo.gov.br) ou procurar a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Maracaju para orientações.






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