Fúria ou surto? Mulher que destruiu o próprio muro e agrediu vizinha
- 25 de fev.
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Caso que chocou o bairro Vila Adrien levanta debate sobre saúde mental e violência doméstica comunitária
O que parecia ser mais uma briga de vizinhança terminou com uma mulher presa, uma jovem ferida e uma discussão muito maior sobre os limites entre a criminalidade e a saúde mental. O caso ocorrido na manhã de terça-feira (24), na Rua Armindo Leite, no bairro Vila Adrien, ganhou um novo desdobramento nesta quarta-feira (25): a agressora, de 37 anos, pode ser submetida a avaliação psiquiátrica no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Maracaju?
"Não era uma briga comum. Ela parecia estar em outro mundo. Derrubou o próprio muro como se estivesse combatendo um inimigo invisível", relatou um cidadão que preferiu não se identificar.
O dia da fúria
Eram aproximadamente 8h40 quando a Polícia Militar foi acionada via 190. Moradores da Rua Armindo Leite descreviam uma cena de caos: uma mulher, em visível estado de alteração, tentava arrancar o portão de uma casa vizinha.
Ao chegar ao local, a guarnição se deparou com uma situação ainda mais grave. A autora, uma mulher de 37 anos, já havia derrubado parte do muro de sua própria residência utilizando pés de cabra e marretas. Em seguida, invadiu o imóvel vizinho e passou a desferir chutes e arremessar tijolos contra a porta da casa, numa tentativa frustrada de arrombá-la.
A moradora, em desespero, acionou a polícia. Ao perceber a aproximação da viatura, a agressora ainda tentou investir contra uma idosa que estava no quintal vizinho. Foi nesse momento que uma jovem de 19 anos interveio para proteger a vítima e acabou sendo atingida na perna direita por um pedaço de tijolo arremessado pela mulher. A lesão deixou um hematoma de aproximadamente 10 centímetros.
Após o ataque, a autora fugiu do local, sendo localizada pela polícia minutos depois em um estabelecimento comercial nas proximidades. Durante a abordagem, ela confessou os atos, mas apresentava discurso confuso e oscilação de humor, o que motivou o uso de algemas – medida justificada pela corporação como necessária para garantir a segurança da própria conduzida, da equipe e de terceiros.
A virada no caso: saúde mental em pauta
Levada à Delegacia de Polícia Civil, a mulher inicialmente seria autuada por lesão corporal, dano ao patrimônio e invasão de domicílio. No entanto, durante os depoimentos, familiares e vizinhos trouxeram informações que mudaram os rumos da investigação.
A vítima: medo e lesão
Enquanto o caso segue sob investigação, a jovem de 19 anos agredida se recupera em casa. O hematoma na perna direita ainda dói, mas ela afirma que o maior trauma é psicológico.
A comunidade em choque
No bairro Vila Adrien, a cena de destruição ainda é visível. Os restos do muro derrubado permanecem no local, e a porta da residência invadida segue marcada por chutes e impactos de tijolos.
O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) é um serviço do SUS destinado ao acolhimento e tratamento de pessoas com transtornos mentais severos e persistentes, incluindo aqueles relacionados ao uso de substâncias psicoativas. Em Maracaju, a unidade atende pacientes em regime intensivo, semi-intensivo e não intensivo, oferecendo acompanhamento médico, psicológico e social.
Especialistas alertam
Psicólogos ouvidos pela reportagem alertam para a crescente relação entre conflitos de vizinhança e transtornos mentais não diagnosticados ou mal acompanhados.
Enquanto isso, a comunidade do Vila Adrien tenta retomar a rotina, mas admite que a confiança entre vizinhos ficou abalada.
"A gente nunca sabe o que se passa na cabeça do outro. Hoje pode ser ela, amanhã pode ser qualquer um de nós. O que falta é cuidado, é atenção. Se tivesse tido antes, talvez nada disso tivesse acontecido", reflete o vizinho.
Segundo informações repassadas à guarnição, uma mulher estaria em visível estado de alteração e tentando danificar o portão de uma residência vizinha. Ao chegar ao local, os policiais constataram que a autora, uma mulher de 37 anos, inicialmente teria derrubado parte do muro de sua própria residência e, em seguida, invadido o imóvel vizinho, passando a desferir chutes e arremessar tijolos contra a porta da casa, tentando arrancá-la.
Durante a ação, a moradora acionou a Polícia Militar. Conforme relato, ao perceber que a viatura havia sido chamada, a autora ainda tentou investir contra uma vizinha idosa. Uma jovem de 19 anos interveio para proteger a vítima e acabou sendo atingida na perna direita por um pedaço de tijolo arremessado pela agressora, sofrendo hematoma na região.
Após a agressão, a autora fugiu do local, tomando rumo ignorado. Com informações sobre sua possível localização, a equipe policial realizou diligências e a encontrou em um estabelecimento comercial nas proximidades. Durante a abordagem, a mulher confessou os fatos.
Diante da situação, foi dada voz de prisão à autora, que foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil para as providências cabíveis. Ela não apresentava lesões aparentes. Foi necessário o uso de algemas, conforme prevê a legislação vigente, em razão de seu estado de alteração e agressividade, a fim de resguardar a integridade física da própria conduzida, da equipe policial e de terceiros.






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