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👩‍🏫 Conselho da Educação de Maracaju vai à luta: IA nas escolas, visita à APAE e um “puxão de orelha” na educação

  • há 16 horas
  • 3 min de leitura

Reuniões do CMEM em abril aprovaram regras para inteligência artificial, monitoramento do plano de educação e pedido de conversa com o Executivo

Quem pensa que Conselho Municipal de Educação só serve para carimbar papel está redondamente enganado. Em Maracaju (MS), o CMEM mostrou serviço neste começo de abril: duas reuniões, visita técnica à APAE, duas deliberações importantes (inclusive uma sobre inteligência artificial!) e um recado bem dado para a prefeitura: “precisamos conversar”.


A presidente do conselho, Adalgisa Maria Batista Moraes Cruz, não pegou leve. Em uma das reuniões (a Ata 06/2026, de 12 de março), ela alertou que a cidade está correndo risco. Por quê? Porque falta regulamentação atualizada na educação. E o Ministério Público, segundo ela, já está de olho e notificando municípios que estão atrasados com suas obrigações normativas.


“O conselho não pode se omitir”, disparou Adalgisa, citando a LDB e as regras do Conselho Nacional de Educação. Mas também fez questão de dizer que o diálogo está aberto – desde que cada um respeite o papel do outro.


🤝 Reunião marcada (ou quase) com a prefeitura


Junto com as conselheiras Marcia e Sâmara, a presidente foi até a Secretaria de Administração pedir um encontro conjunto entre o CMEM, a Secretaria de Educação, a Secretaria de Administração e o Executivo Municipal. O objetivo? Alinhar quem faz o quê, melhorar a comunicação e evitar aquela velha briga de “isso não é comigo”.


A reunião ainda não tem data – estão aguardando confirmação da Secretaria de Administração. Mas a expectativa é que o papo saia ainda neste semestre.


🤖 IA na sala de aula? Tem regra nova


A grande novidade das reuniões de 8 de abril foi a Deliberação nº 067/2026, que cria diretrizes para o uso de inteligência artificial nas escolas municipais. Entre as regras:


- ✅ IA pode ser usada como apoio pedagógico, mas não substitui o professor.

- ✅ Avaliações com IA precisam ter supervisão humana – nada de robô dando nota sozinho.

- ✅ Cada escola terá 180 dias para fazer um plano interno de uso da IA.


Outra deliberação (a de número 066) definiu regras mais rígidas para monitorar e revisar o Plano Municipal de Educação – algo que estava meio esquecido, pelo jeito.



🧡 Visita à APAE: olhar atento na educação especial


Antes de colocarem a mão na massa nas deliberações, os conselheiros fizeram uma visita técnica à APAE de Maracaju, com foco na educação infantil. O time analisou espaço físico, acessibilidade e a qualidade do atendimento. Tudo dentro das normas, segundo a ata, mas a visita serviu para mostrar que o conselho está com os pés no chão – e dentro das escolas.


📋 Quem esteve lá?


Os oito conselheiros presentes (sim, todos de alma e coração) foram:


- Adalgisa (Presidente – Gestores Escolares)

- Lidiane (Educação Especial)

- Marcia (Educação Infantil)

- Telma (Ensino Superior)

- Sâmara (Zona Rural)

- Marly (Secretaria de Educação)

- João Carlos (Ensino Fundamental)

- Ludemar (Classe dos Professores)


🔜 E agora?


Agora é esperar a tal reunião com a prefeitura e ver se as novas regras vão sair do papel. O recado do CMEM é claro: a educação de Maracaju não pode ficar para trás – nem na lei, nem na prática, nem na hora de usar robôs inteligentes na sala de aula.


Com informações das Atas 06 e 07/2026 do CMEM – e um cafezinho bem passado.


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