O fundador do site Megaupload, Kim Schmitz, foi preso de forma preventiva na Nova Zelândia nesta sexta-feira (20), juntamente com mais três diretores do portal de downloads, um dos mais conhecidos e acessados do mundo.
A prisão foi feita após a justiça dos Estados Unidos ter acusado o site de ser parte de uma rede mundial de pirataria na internet controlada por uma organização criminosa. O site causou violações a direitos autorais no valor de pelo menos US$ 500 milhões.
O Megaupload, fechado na noite da quinta-feira (19), foi considerado o serviço de compartilhamento de arquivos mais usado por empresas em dezembro de 2011, de acordo com um relatório da Palo Alto Networks. O estudo revelou que 57% das empresas utilizavam dados do Megaupload.
Schmitz também é conhecido por apelidos como Kim Dotcom Kimble ou Kim Jim Vestor. Segundo o Terra, o desenvolvedor de 37 anos é considerado entre as dez pessoas mais ricas da Nova Zelândia, e também é famoso por adquirir carros de luxo, mansões e carros milionários.
De acordo com o IG, entre os bens de Schmitz que foram apreendidos pela polícia estavam um Rolls Royce conversível e um Cadillac de 1950 cor de rosa. O valor dos automóveis somam US$ 6 milhões.
Um fato que mostra que o programador não tem problemas em gastar dinheiro é a queima de fogos que promoveu na cidade de Auckland, na Nova Zelândia. O próprio DotCom disse em seu canal no You Tube que teria gastado US$ 500 mil no evento, em agradecimento ao país pela concessão de vistos de residência naquele país.
O fundador do Megaupload já havia sido preso na Tailândia por negócio fraudulento, e foi condenado a 20 meses de prisão, além de uma multa de 100 mil euros.
Em sua última prisão preventiva na Nova Zelândia, afirmou ao tribunal que não tem nada a esconder. Ele pode enfrentar uma pena de até 55 anos de prisão se declarado culpado pelos delitos nos quais é acusado e pode deportado para os Estados Unidos.
Este não é o primeiro caso de prisão por crimes online no país. Em 2008, a justiça neozelandesa julgou culpado Owen Thor Walker, um jovem "hacker" acusado de ajudar um grupo a se infiltrar em 1,3 milhões de computadores de várias partes do mundo, em mais um evento de pirataria em grande escala.